Um chá e uma canoa, por favor
Aeee, chegou o fim de semana prolongado que todos estavam
esperando! Que bom pra vocês!
E minha saga pra chegar viva até segunda feira começou mais
cedo, na sexta. Três dias de depressão trancafiada dentro do meu cantinho,
quase que entrando no computador, me renderam alguns comprimidos pra enjoo e
outros pra dor de cabeça. Ah, e até agora dois textos (ou quase isso) no blog.
Que deprimente.
Mas o que me resta saber, qual é o problema do final de
semana? Será que os meus tem uma maldição que jogaram quando nasci? Eu vejo
minhas amigas saírem, tirarem fotos, verem a luz do sol e colocarem salto alto,
enquanto eu apenas como e respiro.
Como eu tenho que fazer alguma coisa pra me manter
animadinha, resolvi escrever. Ah, mas ela é escritora, pra ela é fácil.
Nãããão... Eu estou em crise! Sim, crise! Do grego Krisis! E não é nada
fácil escrever nesse estado de calamidade interior que eu me encontro, mesmo
com tanta motivação e assuntos legais por aí. Inclusive, saí por aí pedindo
ideias para meus leitores e cheguei a conclusão de que eles queriam um conto.
É, um conto adulto. E aí vai a Marcela tentar escrever um conto sério e adulto
enquanto o vocabulário sério e adulto que eu tive, foge de mim feito o coelho
da Alice. Não consegui, enfim, e recorri ao são Google pra ler alguma coisa que
me inspirasse.
Tumblr! Bom, eu não tenho dicas de Tumblr (que eu me
lembre). Então eu vou lá no Google e digito “blackground tumblr” ou “pattenr
tumblr” e voalá, muitas imagens gracinha pra eu salvar no computador e mudar o
papel de parede do blog a cada surto psicótico que eu tenha.
Blogosfera! Ah, meus doces amigos virtuais salvam minhas
madrugadas de lamurias. Ler é sempre o melhor remédio pra passar o tempo e ver
a luz que se aproxima da próxima semana. Inclusive, com três dias de descanso,
encontrei muita coisa boa por aí. Por exemplo, “A life less ordinary”. Eu
realmente me apaixonei pelo jeito divertido como ela escreve e é esse meu ponto
fraco, escritores divertidos, começando com Liz Gilbert, passando pela Natalia
Klein e chegando a esse blog. Também encontrei o “So contagious”, o blog de uma
ruivinha apaixonada que me rendeu vários suspiros ao ler, além de escrever de
uma forma muito divertida também.
Mas, como eu ia dizendo, minha crise fez com que meus dias
fossem pouco produtivos e me rendessem alguns quilos a mais, apesar de eu ter
lido bastante, não consegui escrever o texto que me pediram. Ainda. De resto, cozinhei,
comi, dormi e comi mais um pouco, quando, vejam só, o domingo resolve nos
surpreender com uma bela chuva de granizo. Daquelas de acabar com o jardim do
vizinho e entupir tudo que é ralo. Agora estou aqui, terminando esse texto que
comecei ontem e que a preguiça estendeu por dois dias, ao som da chuva batendo
na janela e um pouco de Nirvana.
Não foi fácil, mas eu ainda estou viva e cá entre nós,
ninguém espera tanto por uma segunda feira quanto eu. E aí eu descubro que o
problema com o final de semana é a falta de rotina e tempo livre demais. E
tempo livre demais me causa ócio, que me causa falta de inspiração e preguiça. E
aí eu entro num ciclo viciante de crise após crise. Coisa minha, posso?
Meu nome é Marcela e sou sobrevivente do amolador e maçante
feriado prolongado.


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