Antes e depois de Nosso Lar
Um filme com um tema polêmico: há vida após a morte? Como
ela é? A princípio meus conceitos imaturos sobre o assunto me deixaram com
receio de assisti-lo e confesso que preferia o conforto do meu mundinho
restrito às comédias românticas. Por insistência de um amigo, rendi-me à nova
experiência e confesso que me surpreendi.
Passado da meia noite e de certa forma, sozinha, iniciou o
filme na tela do computador e a primeira imagem de mortos em visível sofrimento
me gerou medo. Afinal, seria um filme de terror?
Porém, a trama retrata o mundo após a morte segundo André
Luis, um espírito que escreveu inúmeros livros através de Chico Xavier, com um
plano de fundo emocionante mostrando a ligação céu/terra.
A impressionante e cativante face do filme não é apenas
conhecer, de certa forma, o além segundo o espiritismo, não é terminar de
assistir e ter certeza de que não precisa temer a morte, afinal, no céu tem
casas, hospitais e famílias felizes. A grande mensagem é sobre amor, arrependimento,
o fato de deixar o egoísmo de lado e pensar no próximo. O enfoque é passar a
quem assiste a grande diferença entre bem e mal e o quão satisfatório é poder
ajudar e ser ajudado.
Para religiosos de cabeça fechada ou até mesmo ateus, é
muito mais do que uma aula de religião, chega a ser um certo “acorda rapaz,
repense de que forma você está levando a vida.” No meu caso, foi um divisor de
águas, meu medo da morte e desleixo diante da religião me deixaram preocupada
em ir para o céu ou para o inferno, ser boazinha para que Deus me queira ao seu
lado. É impressionante o que vou lhe dizer agora, mas Deus se quer aparece no
filme! Foram verdadeiros choques de ideias, as minhas ideias prontas e a bela
lição de vida que passava diante dos meus olhos.
Talvez você tenha um grande problema em entender seu elo com
Deus, ouvir o fervor de religiosos, pessoas tendo visões, padres, bispos,
pastores nos dizendo que se não cumprirmos suas ordens iremos para o inferno.
Como diria minha escritora preferida Liz Gilbert “sentia que estava procurando
Deus nos lugares errados”, me senti assim inúmeras vezes pensando que eu não
tivesse poderes para estar com Ele da forma que outros fazem.
Tudo pode ser muito simples. As futilidades, os diplomas
terrenos, tudo isso nos cega diante das coisas que realmente importam e o elo
com Deus é puro e estritamente individual.
Para uma aula de altruísmo e para esclarecer várias de suas
dúvidas sobre o mundo a qual não vemos, independente de crença, raça e estilo,
eu indico “Nosso lar” à todos que precisam de uma boa dose de humanismo e
emoção.
Preparem a pipoca!



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