Alex Turner vs Tati Zaqui :: uma crônica sobre peitos y otras cositas más
Estado de espírito atual: ouvindo Radiohead. Pois é, este blog considerado pornográfico e meio Sandy Devassa está servindo até pra acumular textos sem cunho poético denominados porcamente por mim como crônicas-do-desabafo. A Marcela crônista está de volta!
Tudo começou quando eu tirei férias e parei de ver a luz do sol. Não no estilo Crepúsculo, mas no metafórico mesmo. E então eu fiz várias - tipo, várias - amigas platônicas, das quais eu herdei o gosto por músicas deprimentes, li A Metamorfose em prantos e aprendi a tocar Lady Gaga no violão.
E daí eu passei a me sentir parte de algo maior, um universo paralelo que corta o planeta água e se interliga por cabos e corrente elétrica, um lugar abstrato do qual eu sentia que fazia parte, sem que ninguém estivesse o tempo todo tentando me moldar.
Eu estou feliz. Estava. Resolvi espiar o mundo real (leia-se o mundo das pessoas comuns) e me assustei por ver que estou a anos-luz de distância de me parecer um pouquinho com elas. Não me levem a mal, não sou um alien. Eu ri das críticas à Claudinha Leitte no carnaval, vi a polêmica que envolve o filme 50 tons de cinza e, acreditem, sei que o Corinthians anda ganhando uns jogos por aí. O que me assustou foi o modo como as pessoas se importam com coisas banais, como julgam tanto o que os outros andam fazendo - de bom ou de ruim - por aí.
Vamos começar pela polêmica dos peitos no aeroporto. Uma das minhas amigas platônicas comentou que recebe vários olhares de reprovação quando amamenta sua bebê em locais públicos. Estamos em pleno carnaval e BBB, os dois entretenimentos mais esperados por aquela parcela da população que se interessa por um conteúdo fácil e bem mastigadinho, tipo a música (música?) Pararatibum da ilustríssima Tati Zaqui, ou então por humor tipo Zorra Total. Mas voltando aos peitos, por que raios você tem que achar uma ofensa a sua moral uma mulher amamentando seu filho no aeroporto? Você nunca viu peitos na vida? Mano, você devia assistir mais tevê.
Não faz o menor sentido na minha cabecinha de quase vinte anos ouvir esse tipo de coisa. Estamos em 2015 e parece que todo mundo pensa como minha tataravó. Não me conformo como as pessoas não conseguem simplesmente abrir sua mente e deixar cada um fazer o que bem entender. Estão tentando enfiar nas nossas cabeças que não podemos usar roupa marrom porque marrom não tá na moda, que não devemos ver filme de sexo caso contrario vamos pro inferno, que gato preto dá azzZZzzZzz...
É por essas e outras (tipo a polêmica dos pelos nas mulheres - onde já se viu? Que falta de higiêne, vocês deviam pintar de rosa e blá blá blá - sendo que homem peludo não tem problema) eu ando preferindo relacionamentos platônicos, livros com temáticas desafiadoras, vídeos de maquiagem em espanhol e músicas que falem de sexo de um jeito sofisticado mas não menos depravado (vide One for the road, Arctic Monkeys e vejam o Alex Turner ensinando pra Tati Zaqui como é que se escreve/canta/interpreta uma canção).
Tudo começou quando eu tirei férias e parei de ver a luz do sol. Não no estilo Crepúsculo, mas no metafórico mesmo. E então eu fiz várias - tipo, várias - amigas platônicas, das quais eu herdei o gosto por músicas deprimentes, li A Metamorfose em prantos e aprendi a tocar Lady Gaga no violão.
E daí eu passei a me sentir parte de algo maior, um universo paralelo que corta o planeta água e se interliga por cabos e corrente elétrica, um lugar abstrato do qual eu sentia que fazia parte, sem que ninguém estivesse o tempo todo tentando me moldar.
Eu estou feliz. Estava. Resolvi espiar o mundo real (leia-se o mundo das pessoas comuns) e me assustei por ver que estou a anos-luz de distância de me parecer um pouquinho com elas. Não me levem a mal, não sou um alien. Eu ri das críticas à Claudinha Leitte no carnaval, vi a polêmica que envolve o filme 50 tons de cinza e, acreditem, sei que o Corinthians anda ganhando uns jogos por aí. O que me assustou foi o modo como as pessoas se importam com coisas banais, como julgam tanto o que os outros andam fazendo - de bom ou de ruim - por aí.
Vamos começar pela polêmica dos peitos no aeroporto. Uma das minhas amigas platônicas comentou que recebe vários olhares de reprovação quando amamenta sua bebê em locais públicos. Estamos em pleno carnaval e BBB, os dois entretenimentos mais esperados por aquela parcela da população que se interessa por um conteúdo fácil e bem mastigadinho, tipo a música (música?) Pararatibum da ilustríssima Tati Zaqui, ou então por humor tipo Zorra Total. Mas voltando aos peitos, por que raios você tem que achar uma ofensa a sua moral uma mulher amamentando seu filho no aeroporto? Você nunca viu peitos na vida? Mano, você devia assistir mais tevê.
Não faz o menor sentido na minha cabecinha de quase vinte anos ouvir esse tipo de coisa. Estamos em 2015 e parece que todo mundo pensa como minha tataravó. Não me conformo como as pessoas não conseguem simplesmente abrir sua mente e deixar cada um fazer o que bem entender. Estão tentando enfiar nas nossas cabeças que não podemos usar roupa marrom porque marrom não tá na moda, que não devemos ver filme de sexo caso contrario vamos pro inferno, que gato preto dá azzZZzzZzz...
É por essas e outras (tipo a polêmica dos pelos nas mulheres - onde já se viu? Que falta de higiêne, vocês deviam pintar de rosa e blá blá blá - sendo que homem peludo não tem problema) eu ando preferindo relacionamentos platônicos, livros com temáticas desafiadoras, vídeos de maquiagem em espanhol e músicas que falem de sexo de um jeito sofisticado mas não menos depravado (vide One for the road, Arctic Monkeys e vejam o Alex Turner ensinando pra Tati Zaqui como é que se escreve/canta/interpreta uma canção).


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