Uma crônica sobre amar o Antônio Prata




Um dia desses um amigo veio falar comigo e perguntar minha opinião sobre um livro. "Hey, menina da Letras, você acha que eu devo comprar o livro novo do Gregório Duvivier?".

Silêncio.

Eu não tinha a menor ideia do que ele estava falando. Esse nome não me era estranho, mas com a palavra "livro" na mesma frase não fazia sentido algum na minha cabeça. "O cara do Porta dos Fundos", ele me explicou. O Gregório do Porta dos Fundos, casado com a Clarice Falcão, era escritor? Meu amigo explicou que era cronista da Folha de S. Paulo e acabara de lançar um livro de poemas. Como assim ninguém tinha me contado isso antes?

A vergonha e indignação era tanta que eu prometi a ele que iria pesquisar e escrever uma resenha sobre o assunto. Também apresentei a ele outro site que leio e acompanho, o Entenda os Homens. E como prometido, hoje é segunda feira (17), acabei de voltar do trabalho, estou lendo a coluna no Gregório na Folha e escrevendo a tal resenha. Tá legal, não é uma resenha, é uma crônica.

Greg é um dos criadores do Porta dos Fundos, cursou Letras na PUC-Rio, é ator e escritor. Seu livro novo se chama "Ligue os pontos - Poemas de amor e Big Bang" e quando eu digo "novo" estou querendo dizer que ele já escreveu outro livro antes - "A partir de amanhã eu juro que a vida vai ser agora"- meigo, né? O "Ligue os pontos" é uma coletânea de poemas, sobre suas aventuras amorosas, passagens de sua vida e essas coisas que poetas escrevem. 

Respondendo ao meu amigo, eu não sou muito chegada em poemas, sabe? Na verdade o poeta tem que ser meio realista pra me agradar, sem muitos nhenhenhem's e pessoas morrendo de amor. Minha lista de poetas preferidos são Vinícius de Moraes, Mário Quintana e a Maria do blog Temporal. Hum, acho que é só. Sabe o Pablo Neruda? Não suporto. Se você revirar meu blog não vai achar mais de dez poemas, garanto. Mããããããs, eu fui lá na Folha de S. Paulo e li várias crônicas do Gregório. Várias. Uma falava do Lula ser gordinho, a outra falava que a Dilmona não era biscate, a outra falava sobre o Porta dos Fundos ser visto até lá na arquidiocese. Além disso, o Gregório lê (e ama) o Antônio Prata, assim como eu. Nunca confie em quem não ama o Prata. 

Olha, se eu fosse meu amigo compraria o livro sim. Prosa ou poema, o Gregório sabe muito bem colocar humor e cutucar a sociedade de uma forma que nos mata de rir. É como um Porta dos Fundos no papel. Como eu ainda não li, não garanto que vão gostar e não me responsabilizo se o livro tiver muito amor platônico. Mas "Ligue os pontos" está na minha wish list de aniversário, Gregório está na minha lista de cronistas preferidos e Antônio Prata deve ser amado por todo o universo. 

Tá rindo de que? Amor platônico pelo Pratinha pode, ouxe. 

Comentários

Postagens mais visitadas